Por Momentos
Sentir. Em cada lugar. Em cada momento. Por cada tormento.
Eis que surge o sentimento. Ainda que , por vezes, de culpa, todos os seres põem em causa a sua existência com um simples sentir. Sentir que está cá. Sentir que gostava de se perder por lá. Que gostava de não mais voltar.
Olha em redor. O que fascina passa de rompante. O deserto clareia. O céu fica mais próximo ao fundo no horizonte. Vontade de evasão. Prisão na tentação.
Fecham-se os olhos. O mundo rodopia a uma velocidade ensurdecedora.
Tapam-se os ouvidos. Cai a noite.
O pertinente sentido de orientação tenta sobreviver. Por labirintos obscuros, surge a ilusão de uma luz. Uma estrela. Numa obsessão que nos devora e nos inconforma, tenta-se chegar até ela.
Confunde-se o imaginário com o devoto quotidiano.
Na esperança de uma realidade longínqua, abrem-se os olhos. É dia! As estrelas dormem, as pessoas passam.
Ouve-se o grito mudo que o Mundo guarda no peito.
Os olhos tentam fechar-se novamente. É tarde agora. O táxi chegou.
Para onde? Perguntam. Para lá....
A cidade parou. Apenas nós. Obcecados por uma estrela que se nos escapou por entre os dedos.
Tenta-se sorrir. Em vão.
Ver-te-ei amanhã? Calou-se o grito. O táxi seguiu.
Cai a noite. A estrela não está lá...
“Aproveita cada momento. Ainda que tenha sido à uns segundos atrás, não voltará”.
(Copyright Naf@2004)
Eis que surge o sentimento. Ainda que , por vezes, de culpa, todos os seres põem em causa a sua existência com um simples sentir. Sentir que está cá. Sentir que gostava de se perder por lá. Que gostava de não mais voltar.
Olha em redor. O que fascina passa de rompante. O deserto clareia. O céu fica mais próximo ao fundo no horizonte. Vontade de evasão. Prisão na tentação.
Fecham-se os olhos. O mundo rodopia a uma velocidade ensurdecedora.
Tapam-se os ouvidos. Cai a noite.
O pertinente sentido de orientação tenta sobreviver. Por labirintos obscuros, surge a ilusão de uma luz. Uma estrela. Numa obsessão que nos devora e nos inconforma, tenta-se chegar até ela.
Confunde-se o imaginário com o devoto quotidiano.
Na esperança de uma realidade longínqua, abrem-se os olhos. É dia! As estrelas dormem, as pessoas passam.
Ouve-se o grito mudo que o Mundo guarda no peito.
Os olhos tentam fechar-se novamente. É tarde agora. O táxi chegou.
Para onde? Perguntam. Para lá....
A cidade parou. Apenas nós. Obcecados por uma estrela que se nos escapou por entre os dedos.
Tenta-se sorrir. Em vão.
Ver-te-ei amanhã? Calou-se o grito. O táxi seguiu.
Cai a noite. A estrela não está lá...
“Aproveita cada momento. Ainda que tenha sido à uns segundos atrás, não voltará”.
(Copyright Naf@2004)

1 Comments:
A morte de uma estrela causada pela indecisao...
Post a Comment
<< Home